A Notícia – Pesquisa aponta o risco de contaminação em hortaliças

Produzida pela UFT, pesquisa vê risco de contaminação de agrotóxico em hortaliças produzidas em Gurupi
Wesley Silas

Um estudo de diagnóstico realizado por professores do Campus da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Gurupi identificou as dificuldades técnicas enfrentadas pelos agricultores que produzem na área urbana e constatou ainda a comercialização de alimentos com pesticidas residuais.
Quando a alface, o tomate, a couve ou a rúcula chegam à mesa dos gurupienses, são poucos que sabem da qualidade dos produtos consumidos e das dificuldades que os produtores passam para alimentar a cidade.
Diante aos desafios de melhorar a qualidade e a produtividade da agricultura do município, uma equipe de seis professores da UFT foram a campo e produziram um diagnóstico do que é produzido hoje na área urbana de Gurupi. “Nos últimos anos tem-se questionado nos grandes foros nacionais sobre a importância deste tipo de agricultura, principalmente na produção de frutas e hortaliças que abastecem o mercado local”, disse o professor da UFT, Jacinto Pereira Santos, que é Doutor em Produção Vegetal, durante uma discussão sobre a implantação da CEASA em Gurupi promovido pela Câmara de Vereadores.
Os estudos iniciaram a partir de uma imagem de satélite adquirida pela Prefeitura de Gurupi, onde os professores puderam saber os locais de produção na área urbana da cidade e, em seguida, souberam quem são as pessoas que produzem os nossos alimentos, quantas pessoas estão envolvidas, qual a renda, a presença do Estado, o tipo e a qualidade dos produtos produzidos, se os agricultores possuem assistência técnica e se eles têm acesso a microcrédito. “O objetivo deste trabalho foi identificar os tipos de produtos, por quem é produzido e o que a Universidade pode oferecer para este tipo de produtores. Este tipo de estudo vai desembocar, mais na frente, numa ação conjunto com Prefeitura de Gurupi, Câmara de Vereadores, Ruraltins e Naturatins, porque este tipo de atividade também polui”. Disse o professor.

Resíduos agrotóxicos
Ao analisar a qualidade da produção urbana, os pesquisadores observaram que, além da falta de assistência técnica, alguns produtores não respeitam o prazo residual e comercializam os alimentos com altos níveis de agrotóxicos. “Estes produtores estão desassistidos de assistência técnica, muitas vezes aplicam o produto errado. Um produto que teria um prazo de residual de 15 dias, não é respeitado e vai para o mercado antes que esteja isento dos pesticidas aplicados. Se consumido um pesticida antes que este residual vá embora pode provocar um dano a saúde pública”, alertou o professor.
Para prevenir agravos à saúde da população pela exposição aos agrotóxicos através dos alimentos, a Anvisa criou em 2001, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). O objetivo do PARA é prevenir agravos à saúde da população pela exposição aos agrotóxicos através dos alimentos, implantando assim, em nível nacional, um serviço para monitorar continuamente os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos que chegam à mesa do consumidor e adotar medidas de controle.
Link direot em: http://www.anoticia-to.com.br/noticias.php?IdNoticia=13032

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