Turma do EPA – Adufmat diz que pesquisadores foram ameaçados

Nota da entidade apresenta moção contra os agrotóxicos e defende pesquisadores, mas não esclarece que tipo de ameaça foi lançada 
A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat) lança amanhã (16) uma moção contra o uso de agrotóxicos na produção de alimentos em apoio às pesquisas realizadas nos últimos anos pelo Instituto de Saúde Coletiva (ISC), em especial a que apontou a incidência de defensivo em leite materno em mulheres de Lucas do Rio Verde. No texto, consta que a mestre Danielly Cristina Palma e o professor Wanderlei Pignati, responsáveis pela pesquisa de divulgação nacional, estariam sendo ameaçados, sem esclarecer detalhes a respeito.
A Adufmat destaca a importância social da pesquisa e pede a reflexão das instituições de ensino para a proteção de cientistas que estejam ameaçados por grupos de interesses comerciais. “Infelizmente, esses sanitaristas vêm sofrendo pressões de toda a ordem em função da gravidade de seus achados”, consta na nota.
O uso de agrotóxicos implica em contaminação dos ecossistemas, das matrizes hídricas, e atmosférica, produzindo sérios problemas para a saúde no campo e nas cidades. Por isso, os docentes pedem 3 medidas emergenciais para interromper este processo.
A primeira é a proibição da pulverização de agrotóxicos, já que é difícil dar controle preciso ao seu uso e existe hoje uma legislação frágil para nortear sua funcionalidade. As pesquisas apontam até para contaminação dos aqüíferos.
A suspensão de isenções impostos, como ICMS, PIS/PASEP, Cofins e IPI, que hoje são concedidos aos defensivos também é apontada como uma medida a ser tomada. A isenção estimula o consumo e contribui para o Brasil ser o mais comprador mundial desses produtos.
Em teceiro está a elaboração e implementação de um conjuntos de políticas públicas que superem o sistema do agronegócio e transite ao sistema de agroecologia, passando pelo financiamento. Elas devem ser pensadas em conjunto com a agricultura familiar no Brasil, que desde os anos 70 vem sendo substituídas pelo agronegócio.
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