Boletim Contra os Agrotóxicos

Oligopolizado, mercado de agrotóxicos cresce no Brasil quatro vezes acima da média mundial

por Assessoria de Comunicação Social da UFPR

O mercado mundial de agrotóxicos é dominado por seis empresas transnacionais. Juntas, as empresas Syngenta, Bayer, Basf, Monsanto, Dow e Dupont detêm 68% de um mercado que movimenta cerca de US$ 48 bilhões por ano no mundo. O Brasil representa hoje aproximadamente 16% do consumo de agrotóxicos no planeta. O crescimento do mercado brasileiro foi de 176% entre os anos de 2000 e 2008 –3,9 vezes acima da média mundial, que foi de 45,4% no mesmo período. Os dados foram exibidos pelo professor Victor Pelaez, professor do Departamento de Economia da UFPR, durante o lançamento no Paraná da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, realizado na noite de terça-feira (31) no Teatro da Reitoria.

O evento foi organizado pela Via Campesina, Coordenação dos Movimentos Sociais, Terra de Direitos e Coletivo Maio. Centenas de trabalhadores rurais sem-terra lotaram o Teatro da Reitoria da UFPR. clique aqui e leia mais…

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 Agrotóxicos em plantações de fumo prejudicam produtores e seus vizinhos

 por  Rede Brasil Atual

 Lídia Maria Bandacheski do Prado, de 35 anos, tem a tristeza estampada no rosto. Nas mãos, a fraqueza provocada pelo uso de agrotóxicos. À frente das pernas, um andador mostra que os problemas notados há uma década e agravados há quatro anos estão longe de encontrar solução. “Teve época que não conseguia sair da cama. Tem dia que fica pior, que não consigo fazer nada, me paralisa as pernas, me paralisa os braços.”

Nascida e criada na roça, Lídia viu a morte prematura do pai transformá-la em uma das chefes da família. Aos 9 anos, passou a ajudar a mãe diretamente no plantio de fumo, uma prática que até hoje não foi retirada do mapa da produção de tabaco no Brasil. Se hoje persistem problemas no manejo do agrotóxico, naquela época não se tinha a menor ideia dos efeitos dessa substância sobre a saúde humana.

O caso de Lídia chamou a atenção dos integrantes do Núcleo de Estudosem Saúde Coletivada UFPR, que em 2009 passou a analisar a intoxicação por agrotóxicosem Rio Azul, cidade em que 45% das riquezas passam pelo tabaco. É um dos muitos municípios paranaenses responsáveis pela produção de 150 mil toneladas de fumo ao ano, oscilando entre 15% e 20% do tabaco nacional, setor comandado pelo Rio Grande do Sul. São pequenas propriedades, na maioria entre zero e dez hectares, empregando em sua quase totalidade mão de obra familiar. 

Ministério Público do Trabalho considera que fumageiras, que receitam a dose recomendada pelas corporações, são as principais responsáveis por danos sofridos pelos proprietários. clique aqui e leia mais…

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 Vídeo interessante: Perigo dos agrotóxicos nos alimentos

 O uso dos agrotóxicos para impedir a ação de pragas nos alimentos, têm preocupado a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O último relatório apontou uma grande quantidade de agrotóxicos em frutas, verduras, legumes e grãos. Veja o perigo dos agrotóxicos nos alimentos! clique aqui e assista o vídeo

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 Dois anos para registro de novos agrotóxicos

 por CNA

 A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou na quarta-feira (24-5) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 88/11, que estabelece prazo de dois anos para o início da produção e comercialização de novos agrotóxicos no Brasil após o registro dos produtos. O objetivo da proposta, de autoria da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, é alterar a legislação vigente, que não define prazos para a fabricação e a venda destes insumos. A matéria também prevê a suspensão do registro caso a fabricação e a venda não comece no período definido pelo projeto.
Ao defender a proposta, a senadora Kátia Abreu alega haver alta concentração no segmento, prejudicando a ampliação da concorrência. Ela defende a oferta de mais defensivos no mercado para baratear os custos de produção da atividade rural. “Muitas empresas que registram seus produtos se preocupam apenas em aumentar o seu valor comercial. Não estão interessadas em colocar o produto no mercado. O registro serve mais para compor o ativo patrimonial do que para incrementar a concorrência”, justifica a presidente da CNA. A relatora do PLS na CAS foi a senadora Ana Amélia (PP-RS), que encaminhou parecer favorável à matéria.

clique aqui e leia mais…

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 Fiscalização apreende 43 mil litros de agrotóxicos ilegais em SP e GO

 por Portal Brasil

 O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentou os resultados do primeiro levantamento do projeto de Combate aos Produtos Ilegais (CPI), lançado no ano passado em parceria com a Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos (Aenda).

A ação tem como objetivo coibir a ilegalidade e os desvios de uso de agrotóxicos. Os primeiros números, divulgados na segunda-feira (30), mostram que foram apreendidos34.828 litrosde produtos sem registroem São Pauloe8.188 litrosem Goiás, os dois estados que participaram da fase piloto do programa. Os dados mostram, ainda, a instauração de 15 inquéritos e a representação contra seis empresas. Todas as denúncias encaminhadas foram acolhidas por, pelo menos, uma instância do Ministério Público Federal.

Segundo o coordenador-geral de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel, um diagnóstico realizado pela Aenda – por meio de denúncias das indústrias legalizadas – serviu de base para a identificação de empresas e agricultores que utilizam produtos sem registro . clique aqui e leia mais…

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 O terreno difícil dos agrotóxicos

 por Washington Novaes, O Estado de São Paulo

Neste próximo mês de junho entra em vigor resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe (desde janeiro) a produção e a comercialização de agrotóxicos que contenham como ingrediente ativo o metamidofós. O veto à comercialização programado só para junho visou a evitar que houvesse este ano prejuízos para cultivos, com indisponibilidade de substitutos. Mas em junho de 2012 ficará proibido todo e qualquer uso do metamidofós. Os estudos que levaram à resolução concluíram que esse inseticida – usado no País em lavouras de soja, algodão, feijão, batata, trigo, tomate e amendoim – “não oferece segurança nem para trabalhadores, nem para consumidores, nem para a população em geral” que possa estar exposta a seus resíduos: foi considerado neurotóxico e imunotóxico, com atuação prejudicial aos sistemas endócrino, reprodutor e ao desenvolvimento embriofetal. No Brasil, tem um consumo anual em torno de 8 mil toneladas de ingrediente ativo. O produto já está proibido em vários países, até mesmo na China. A resolução da Anvisa – que estudava o problema desde 2008 e ficou 75 dias em consulta pública, na qual teve 34 manifestações favoráveis e 22 contrárias – foi aprovada por unanimidade pela Comissão de Reavaliação Toxicológica (que tem membros da própria Anvisa, do Ibama e do Ministério da Agricultura). E já tivera uma nota técnica, com estudos publicados e literatura científica, avaliada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mas setores da produção e da comercialização, inconformados, continuam a contestá-la. E há uma ação à espera de decisão na Justiça Federal em Brasília. é uma questão em que se contrapõem fabricantes e produtores agrícolas, de um lado, e cientistas, ambientalistas e sanitaristas, do outro. E não é só aqui. Há poucos dias encerrou-se em Genebra a V Conferência das Partes do Convênio de Estocolmo sobre Contaminantes Orgânicos Persistentes, no âmbito do qual já foram proibidos 21 produtos. Que incluem pesticidas, substâncias industriais e produtos que se propagam pelo solo, pelo ar e pela água, além de se acumularem em tecidos de organismos vivos – incluindo humanos. São, portanto, tóxicos para as pessoas, para a fauna e para a flora. Podem ser transmitidos pelo leite materno, podem causar câncer, problemas reprodutivos e alterações no sistema imunológico. Esse tema dos agrotóxicos precisa de muita discussão no Brasil. clique aqui e leia mais…

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