Evento no Facebook: Manifestação contra Agrotóxicos e contra a derrubada do Código Florestal

Você acha que a legislação brasileira deveria permitir mais desmatamentos?

Você concorda que aqueles que desmataram ilegalmente não deveriam ser punidas por isso?

Você acha normal o Brasil ser o maior consumidor de agrotóxicos do mundo?

Você acha que a solução para produzir mais alimentos é derrubar MAIS floresta e envenenar a produção? NÃO? ENTÃO VENHA PROTESTAR COM A GENTE!

Quando? Dia 07.04, às 09:00h

Onde? na frente do Congresso Nacional!

A conservação do meio ambiente não é incompatível com a produção de alimentos. A destruição da natureza prejudica primeiramente o agricultor familiar e camponês, que terá sua terra prejudicada com a erosão, a falta de adubação natural, a perda de nascentes e de predadores naturais. Diferente do agronegócio que pode destruir a terra que usa e, depois, ir embora grilar outras terras os, agricultores e agricultoras familiares e camponeses têm uma relação histórica com suas terras. Sem elas, são empurrados para as cidades.

Entendemos também que as áreas florestais são fonte importante de diversidade na produção agrícola. Elas fornecem alimentos tradicionais, plantas medicinais, madeira para lenha, ferramentas e construções e mais uma série de produtos que ajudam na renda dos agricultores.

O Brasil se tornou, em dois anos seguidos (2008 e 2009), campeão mundial de consumo de agrovenenos. É um campeonato sem nenhuma glória. Somos a agricultura mais envenenada do mundo. São mais de cinco quilos de venenos por habitante/ano. É a dependência química do agronegócio. Esta dependência química virou um círculo vicioso: os extensos monocultivos criam uma natureza artificial em ambientes antes diversificados. Esta homogeneização traz desequilíbrios ambientais que geram proliferação descontrolada de insetos, fungos e plantas que concorrem com os monocultivos reduzindo a produtividade. A fórmula é aplicar venenos para combater a chamadas “pragas”. Estas, por sua vez, adquirem resistências aos venenos e se multiplicam apesar deles. A solução apresentada é aplicar doses mais fortes e novos venenos ditos mais eficazes. Neste círculo vicioso vieram as plantas transgênicas, resistentes a venenos herbicidas de amplo espectro ou inserindo o inseticida nao espectro ou inserindo o inseclo espectro ou inserindo o insecticida nultivos reduzidndo a própria célula da planta, atingindo os insetos alvo e não alvo, ao se alimentarem da mesma. A propaganda dizia que com os transgênicos diminuiria o consumo de venenos. Aumentou. Hoje há inúmeras plantas e insetos resistentes aos venenos aplicados nas plantas transgênicas. A indústria química agradece! Quanto maior consumo de veneno mais seus lucros vão para a estratosfera. Quem perde é o povo: comida envenenada, águas contaminadas (tanto águas de superfície como águas subterrâneas), ar poluído de resíduos químicos, montanhas de embalagens com destino inadequado, solos contaminados com resíduos químicos persistentes, pessoas adoentadas.

Precisamos ir contra o uso de agrotóxicos e defender a melhoria da legislação florestal, e não sua destruição, como faz a proposta da bancada ruralista, escrita pelo deputado Aldo Rebelo. As áreas florestais devem ser conservadas e, onde foram desmatadas ilegalmente, devem ser recuperadas. É fundamental que o Estado brasileiro – principalmente o Governo Federal – assuma a questão ambiental como prioritária, e crie políticas públicas (assistência técnica, fomento, crédito, garantia de preço e de comercialização) que possibilitem ao agricultor familiar e camponês gerar renda de suas áreas de preservação florestal.

Os agricultores familiares, camponeses e ambientalistas organizados assumem a sua responsabilidade com o planeta e com a sociedade brasileira. É uma tarefa difícil, que requer o empenho dos movimentos sociais, sindicatos, governos e sociedade urbana. Mas é crucial para a sobrevivência de todos e todas. Nós dizemos não ao projeto do deputado Aldo Rebelo ! A agricultura familiar e camponesa pode continuar a abastecer a mesa do brasileiro e garantir a sustentabilidade ambiental de nosso país!

O protesto está sendo puxado pela Via Campesina, juntamente com a FETRAF e organizações de cunho ambientalista como o Instituto Socioambiental (ISA).

Confirme sua presença aqui.

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Sobre miaraguaia

Mineira crescida em Goias com o sangue paraense. Vivendo (e amando viver) no quadradinho do DF. Quero mais viver o mundo.
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